quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Educadores do campo concluem Curso de Especialização em Educação do Campo debatendo os desafios para avançar no projeto pedagógico voltado a emancipação humana

Por Valter de Jesus Leite
Pelo Setor de Educação do MST - PR

  Com o desafio de seguir na construção de uma escola ligada à vida e ao compromisso de arquitetar a Reforma Agrária Popular e o projeto socialista de sociedade, aconteceu entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2016, a 13º etapa do curso de formação dos coletivos pedagógicos das Escolas Itinerantes do Paraná, nas dependências da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTES - Campus Foz do Iguaçu.
  A etapa reuniu duas dimensões complementares do processo formativo dos educadores e educadoras, primeiramente ocorreu 37 bancas de defesa dos trabalhos monográficos que fazem parte da conclusão do Curso de Especialização em Educação do Campo fruto da parceria entre a UNIOESTE -Campus Foz do Iguaçu, Programa Nacional de Educação nas Áreas de Reforma Agrária – PRONERA e Setor de Educação do MST, e por segundo assumiu o caráter de formação, reflexão e planejamento coletivo acerca da implementação do projeto político pedagógico dos Ciclos de Formação Humana com os Complexos de Estudo.
  Em relação aos processos de pesquisa que culminaram nos trabalhos de conclusão do curso, é válido destacar que estes incorporaram como objeto de estudo e análise a própria prática educativa desenvolvida no chão das escolas, perpassando por diferentes dimensões do trabalho pedagógico  no processo de experimentação dos complexos de estudo, como: A relação com a Agroecologia; O papel do pedagogo; A relação escola e comunidade; A auto-organização do estudantes; Cultura Camponesa; Os núcleos setoriais; Formação continuada dos educadores; Trabalho Socialmente Necessário; Ensino da música; O Planejamento por complexos de estudo; Inventário da realidade, entre outros.
  Ressalto que as problematizações realizadas desde os textos nas bancas, apontaram aspectos aos quais posteriormente foram se entrelaçando no processo de formação, evidenciando os limites necessários a serem superados para avançar na intencionalidade pedagógica no processo de formação humana a partir das matrizes pedagógicas da Pedagogia do Movimento.
  No que tange a continuidade formativa dos coletivos pedagógicos, o programa de formação primou por questões candentes do fazer pedagógico das escolas, que perpassam desde a ampliação da compreensão teórica de nossa concepção de educação, e matriz formativa da Pedagogia do Movimento, em sua relação com as práticas e ambientes educativos em marcha em cada escola. Desta forma, foi estudado e debatido temas como: O sistema capitalista e análise de conjuntura do Brasil; Matriz Formativa e as matrizes pedagógicas da Pedagogia do Movimento; Organização coletiva na escola; Núcleos setoriais e auto-organização dos estudantes; Plano de ação enquanto ferramenta estratégica na condução coletiva da escola; Avaliação e instrumentos avaliativos e Planejamento por complexos de estudo.
  Também, se constituiu ambiente para unificar as agendas por meio do calendário de lutas do MST com intuito de ampliar aproximação e canalizar o plano de ação escolar nas lutas e mobilizações da classe trabalhadora.
  Entre as agendas do calendário de luta, ganhou destaque a orientação da Jornada Cultural Nacional “Alimentação Saudável: um direito de todos! ” A qual inaugura sua divulgação no Estado do Paraná neste espaço de formação, provocando efervescentes debates para integrar o planejamento e desdobramentos das ações de forma a mobilizar as matrizes pedagógicas da Pedagogia do Movimento no âmbito do estudo, das lutas e do trabalho social a partir da escola.
  No último dia os coletivos pedagógicos das 10 Escolas Itinerantes e das 3 Escolas de Assentamentos presentes, reuniram-se por escola para planejar o programa de formação do conjunto dos educadores e educadoras durante a semana pedagógica de inserção ao ano letivo de 2016 que acontecerá de 22 à 26 de fevereiro. O planejamento tomou como referência as agendas gerais e estratégias coletivas configuradas para avançar no projeto de escola voltado a emancipação humana e alicerçada nas matrizes pedagógicas do trabalho, da luta social, da cultura, da história e na organização coletiva dos diferentes segmentos da escola, com conhecimento científico intrincado às contradições sociais e com participação da comunidade.








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