quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Manifestantes ocupam Núcleo de Educação 

contra fechamento de escolas



Por Maura Silva
Da Página do MST

Desde a manhã desta segunda-feira (15), cerca de 400 pessoas estão acampadas no Núcleo de Educação do Paraná, no município de Laranjeiras. 

Os militantes pedem a reabertura das 65 turmas de ensino que foram fechadas pela Secretaria de Educação nos municípios de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul. 

Para Jaqueline Boeno, do setor de educação do MST, o sistema de ensino do estado não pode sofrer com as conseqüências da má administração do atual governo de Beto Richa (PSDB). 

“A justificativa do governador é a contenção de gastos. Além das turmas, também foram fechadas a Casa Familiar de Porto Barreiro e as turmas iniciais da Casa Familiar de RBI. Isso é inadmissível, sabemos o quanto foi gasto nas últimas eleições com marketing e propaganda. O governo excedeu os gastos com campanha política e, agora, quem paga a conta é a educação”, disse a educadora.

Para ela, essa atitude não favorece a luta por uma educação de qualidade, tampouco a nossa luta pela Reforma Agrária. 

Nos últimos anos, foram fechadas mais de 36 mil escolas no campo em todo o Brasil. Apenas no Paraná, foram fechadas 44% dessas escolas, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Em 2000 existiam 3.062 escolas no campo no estado, segundos os últimos dados divulgados pela Secretaria de Educação, já em 2009 esse número caiu para 1.715.

Rudson Luiz Ladislau, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), explica que, além do fechamento das turmas, as mobilizações são para chamar atenção do governo para o atual sistema educacional da região.

“Os profissionais da educação do Paraná e seus alunos estão cansados com o descaso da educação no estado. Por isso, só sairemos daqui com uma reunião agendada com os principais responsáveis pela educação no estado”, colocou.

Os manifestantes exigem uma conversa com Paulo Schmidt, secretário de Educação do Paraná, e com o governador Beto Richa.  

Estima-se que o fechamento das salas de aula afetará dezenas de crianças e deixará mais de 130 profissionais desempregados. 

As turmas pertencem ao Núcleo de Educação Regional, e o fechamento dessas salas implica também no fechamento das escolas. 

Os manifestantes seguem acampados e aguardam uma reunião com representantes do Ministério Público Estadual e da Secretaria Estadual de Educação. 






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