sábado, 24 de agosto de 2013

Participantes do Encontro Paranaense fazem denúncias durante evento

Encontro Estadual da Articulação Paranaense Por uma Educação do Campo (APEC) abriu espaço para que os participantes fizessem denúncias do abandono da Educação do e no Campo pelo Estado.
Representante das comunidades Nova União e Nova Esperança, do Assentamento Celso Furtado, em Quedas do Iguaçu/PR, entregou um documento à articulação denunciando, entre outros tópicos, o fechamento de duas escolas no campo. Foi fechada a Escola Municipal Cleuza Lopes Bueno em Nova União, no início de 2013 e, no meio do ano, a Escola Municipal Vagner Lopes em Nova Esperança. O documento cita que na escola de Nova União, eram produzidos alimentos, através da horta que eram usados na merenda escolar. O motivo dado para o encerramento das atividades foi falta de recursos para tal produção. Os resultados segundo as comunidades são de que alunos que sofreram com o fechamento das escolas foram redirecionados e têm de percorrer quilômetros para chegar às novas instituições, resultando em falta de tempo para alimentação adequada.
Consta ainda no documento, reclamação sobre a qualidade da merenda oferecida na escola Roseli Nunes, localizada na comunidade Renascer e o transporte dos estudantes que utilizam ônibus velhos e superlotados. O deslocamento e transporte de dois estudantes com deficiência visual da comunidade Nova União também foi denunciado devido ser realizado com extrema dificuldade, assim a falta de atendimento para a educação especial. Quanto à educação infantil, não há nas comunidades atendimento para crianças nessa faixa etária.
Sobre o fechamento de escolas no campo, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 3534/12, do Executivo, o qual determina que o encerramento de atividades das escolas rurais deve passar por um órgão colegiado do sistema de ensino local, analisando os impactos da ação e a manifestação da comunidade escolar. O projeto apresentado em 22 de março de 2012 aguarda deliberação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – DDJC.
Outra denúncia feita por um membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST –, é de que no noroeste do Paraná, um grupo do Movimento não pode levar as crianças à escola, sob alegação do município, de que eles seriam atendidos em outra região.
Uma professora de Congonhinhas denunciou a declaração da Secretaria de Estado da Educação – SEED, onde o órgão diz que os professores não seriam liberados para participar do encontro pelo evento não ter vínculo com a secretaria. Os educadores que participassem teriam os dias contabilizados como falta e deveriam repor as aulas.  De acordo com a denunciante, a declaração diz que no momento não há programação de cursos sobre Educação do Campo organizados pela secretaria.

A coordenação da APEC deixou claro que a SEED foi convidada pela Articulação para participar do evento. Da mesma forma, vários contatos foram realizados junto aos núcleos regionais de Educação (NRE) de todo o Estado para que professores que trabalham em Escolas que atendem alunos do campo participassem do evento.
Ficou evidente durante o evento que os professores da Rede Estadual não foram contatados e incentivados pelo Estado para participar do Encontro Paranaense de Educação do Campo, em Candói-PR.

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