quarta-feira, 2 de maio de 2012

PRONACAMPO

Companheiros,

Seguem informações do Programa de apoio técnico e financeiro aos Estados, Municípios e Distrito Federal  para a implementação da política de Educação do Campo, conforme  Decreto n° 7.352/2010, o PRONACAMPO. Alessandro Mariano do MST  foi como representante do Fórum Nacional de Educação do Campo e participou da cerimônia de lançamento em Brasília, no início deste ano. Precisamos analisar o programa e ter sempre em mente que A EDUCAÇÃO DO CAMPO É UMA DISPUTA DE PROJETOS. Precisamos estar atentos e informados, pois só assim será possível defender aquilo que os movimentos de luta e a classe trabalhadora realmente reinvindica.

As universidades também terão papel fundamental nesta batalha.

Alguns pontos de AVALIAÇÃO DO PRONACAMPO:



1.                           O PRONACAMPO atingira, com suas ações e metas, provavelmente, em torno de 20% das reais necessidades do 5.565 municípios brasileiros;

2.                           O prazo (2012-2014) é exíguo;

3.                           As metas são audaciosas e prevêem uso intensivo de tecnologia, como, por exemplo, a tecnologia para formação de professores a distância, o que é critico pelos movimentos de luta social no campo e por setores responsáveis nas universidades;

4.                           O executivo, os Ministérios da educação e Desenvolvimento Agrário, não dispõe, no momento, de infra-estrutura de pessoal e tecnológica, para agilizar a implementação do programa;

5.                           O PRONACAMPO exigira integração muito forte entre os ente federados – município, estado e governo federal – o que não está posto no sistema nacional de educação.

6.                           O PRONACAMPO exigirá que os Movimentos de Luta Social no Campo estejam fortemente mobilizados em decorrência da disputa dos rumos do programa;

7.                           As Universidades principalmente as públicas, entre elas as federais, tem grande responsabilidade pela qualidade da formação que será desenvolvida. Mais uma vez a EXPANSÃO DE AÇÕES e concretização de metas recai nas IFES que não estão com quadro de pessoal – docente e técnico administrativo-, a altura do desafio colocado a nação brasileira. Democratizar o acesso com qualidade da educação pública na cidade e no campo.

8.                           A disputa de projeto estará acirrada no campo por dentro, também, do PRONACAMPO.
Cabe-nos a responsabilidade de tomar posição nesta expressão da luta de classes por dentro da universidade, do executivo, do governo Dilma, no Estado, nos municípios e nas nossas 76.299 escolas do campo.

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